Que Deus vive em cada um de nós,
que cada pedaço de terra nos seja
morada, que cada homem nos seja familiar
e irmão, que
o conhecimento dessa unidade
divina revele
toda a separação em raças,
em povos, em ricos e pobres, em
credos e partidos como
fantasma e ilusão —
este é o ponto a que
regressaremos quando uma terrível
necessidade ou uma terna emoção
tiver aberto nosso ouvido e feito nosso coração
capaz de amar novamente.
Hermann Hesse
Daß Gott in jedem von uns lebt,
daß jeder Fleck Erde uns Heimat
sei, jeder Mensch uns verwandt
und Bruder ist, daß
das Wissen um diese göttliche
Einheit alle Trennung in Rassen,
Völker, in Reich und Arm, in
Bekenntnisse und Parteien als
Spuk und Täuschung entlarvt –
das ist der Punkt, auf den wir
zurückkehren, wenn furchtbare
Not oder zarte Rührung unser
Ohr geöffnet und unser Herz
wieder liebefähig gemacht hat.
Hermann Hesse
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segunda-feira, 2 de março de 2015
Que Deus vive em cada um de nós... (Daß Gott in jedem von uns lebt...)
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
O Jogo das Contas de Vidro (Das Glasperlenspiel) - II
"Quando na luta dos interesses e dos slogans a verdade é ameaçada, e ainda desvalorizada, desfigurada e violentada como o indivíduo, como a linguagem, assim como as artes, como tudo o que é orgânico e artisticamente engendrado com magnitude, então é nossa obrigação única relutar e resgatar a verdade — isto é, a busca pela verdade — como nosso dogma supremo. O estudioso que, como orador, como autor, como professor, conscientemente profere o incorreto, conscientemente apoia mentiras e fraudes, age não apenas contra leis fundamentais orgânicas, ele, além disso, apesar de toda a aparência, em nada aproveita ao seu povo; causa-lhe, na verdade, severos danos, estraga-lhe o ar e a terra, o alimento e a bebida, envenena o pensamento e o direito e ajuda todo mal e hostil que ameaça o povo de extermínio."
Hermann Hesse
„Wenn im Kampf der Interessen und Schlagworte die Wahrheit in Gefahr kommt, ebenso entwertet, entstellt und vergewaltigt zu werden wie der Einzelmensch, wie die Sprache, wie die Künste, wie alles Organische und kunstvoll Hochgezüchtete, dann ist es unsre einzige Pflicht, zu widerstreben und die Wahrheit, das heißt das Streben nach Wahrheit, als unsern obersten Glaubenssatz zu retten. Der Gelehrte, der als Redner, als Autor, als Lehrer wissentlich das Falsche sagt, wissentlich Lügen und Fälschungen unterstützt, handelt nicht nur gegen organische Grundgesetze, er tut außerdem, jedem aktuellen Anschein zum Trotz, seinem Volke keinen Nutzen, sondern schweren Schaden, er verdirbt ihm Luft und Erde, Speise und Trank, er vergiftet das Denken und das Recht und hilft allem Bösen und Feindlichen, das dem Volke Vernichtung droht.“
Hermann Hesse
Das Glasperlenspiel. Berlim: Suhrkamp Taschenbuch Verlag (Edição digital - kindle), 2012. p. 551, posição 5371.
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
O Jogo das Contas de Vidro (Das Glasperlenspiel)
"De repente, percebi que na linguagem ou pelo menos no espírito do Jogo das Contas de Vidro, tudo de fato era plenamente significativo, que cada símbolo e combinação de símbolos não levavam aqui ou ali, a determinados exemplos, a experimentos, a evidências, mas ao centro, ao mistério e ao íntimo do mundo, ao conhecimento primal. Cada transição do tom maior para o menor em uma sonata, cada transformação de um mito ou de um culto, cada formulação clássica, artística era — eu me dei conta no lampejo daquele instante, em verdadeira contemplação meditativa — nada além de um caminho imediato ao interior do mistério cósmico, onde, em alternância entre inspiração e expiração, entre céu e terra, entre Yin e Yang o sagrado eternamente se consuma."
Hermann Hesse
„Ich begriff plötzlich, daß in der Sprache oder doch mindestens im Geist des Glasperlenspiels tatsächlich alles allbedeutend sei, daß jedes Symbol und jede Kombination von Symbolen nicht hierhin oder dorthin, nicht zu einzelnen Beispielen, Experimenten und Beweisen führe, sondern ins Zentrum, ins Geheimnis und Innerste der Welt, in das Urwissen. Jeder Übergang von Dur zu Moll in einer Sonate, jede Wandlung eines Mythos oder eines Kultes, jede klassische, künstlerische Formulierung sei, so erkannte ich im Blitz jenes Augenblicks, bei echter meditativer Betrachtung, nichts andres als ein unmittelbarer Weg ins Innere des Weltgeheimnisses, wo im Hin und Wider zwischen Ein- und Ausatmen, zwischen Himmel und Erde, zwischen Yin und Yang sich ewig das Heilige vollzieht.“
Hermann Hesse
Das Glasperlenspiel. Berlim: Suhrkamp Taschenbuch Verlag (Edição digital - kindle), 2012. p. 172, posição 1649.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Siddhartha
"...de cada verdade o oposto também é verdadeiro! Assim: uma verdade é sempre dita e envolta em palavras apenas quando for unilateral. Unilateral é tudo que pode ser refletido com pensamentos e dito com palavras, tudo unilateral, tudo meio, tudo dispensado de completude, de órbita, de unidade. Quando o elevado Gotama falava do mundo em seus ensinamentos, ele teve que dividi-lo em sânsara e nirvana, em ilusão e verdade, em sofrimento e salvação. Não é possível ser feito de outra forma, não existe outro caminho para quem deseja ensinar. O mundo em si, entretanto, o existente em torno de nós e em nós, nunca é unilateral. Um ser humano ou um ato nunca é inteiramente sânsara ou inteiramente nirvana, um ser humano nunca é inteiramente santo ou inteiramente pecaminoso. Assim parece ser porque estamos sujeitos à ilusão de que o tempo é algo real. O tempo não é real, Govinda, experimentei isto muitas e muitas vezes. E, se o tempo não é real, o intervalo que parece haver entre mundo e eternidade, entre sofrimento e bem-aventurança, entre mal e bem, também é uma ilusão."
Hermann Hesse
Hermann Hesse
„...von jeder Wahrheit ist das Gegenteil ebenso wahr! Nämlich so: eine Wahrheit läßt sich immer nur aussprechen und in Worte hüllen, wenn sie einseitig ist. Einseitig ist alles, was mit Gedanken gedacht und mit Worten gesagt werden kann, alles einseitig, alles halb, alles entbehrt der Ganzheit, des Runden, der Einheit. Wenn der erhabene Gotama lehrend von der Welt sprach, so mußte er sie teilen in Sansara und Nirwana, in Täuschung und Wahrheit, in Leid und Erlösung. Man kann nicht anders, es gibt keinen andern Weg für den, der lehren will. Die Welt selbst aber, das Seiende um uns her und in uns innen, ist nie einseitig. Nie ist ein Mensch oder eine Tat, ganz Sansara oder ganz Nirwana, nie ist ein Mensch ganz heilig oder ganz sündig. Es scheint ja so, weil wir der Täuschung unterworfen sind, daß Zeit etwas Wirkliches sei. Zeit ist nicht wirklich, Govinda, ich habe dies oft und oft erfahren. Und wenn Zeit nicht wirklich ist, so ist die Spanne, die zwischen Welt und Ewigkeit, zwischen Leid und Seligkeit, zwischen Böse und Gut zu liegen scheint, auch eine Täuschung.“
Hermann Hesse
Siddhartha, 57ª Ed. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 2005. p. 113-114.
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sábado, 5 de fevereiro de 2011
Demian
"A vida de cada homem é um caminho em direção a si mesmo, a tentativa de um caminho, a insinuação de uma trilha. Nenhum homem já foi inteira e absolutamente ele mesmo; cada um, porém, pretende sê-lo, uns embrutecidos, outros mais lúcidos, cada um como pode. Cada um carrega consigo, até o fim, resquícios do seu nascimento, muco e cascas de ovo de um mundo primitivo. Alguns jamais serão gente, permanecem rã, lagarto, formiga. Alguns são gente por cima e peixe por baixo, mas cada um é um impulso da natureza rumo ao ser. E todos têm origens comuns, as mães, todos nós somos oriundos do mesmo abismo; mas cada um, tentativa e impulso das profundezas, se destina ao seu próprio fim. Podemos entender uns aos outros, mas interpretar cada um só pode a si mesmo."
Hermann Hesse
"Das Leben jedes Menschen ist ein Weg zu sich selber hin, der Versuch eines Weges, die Andeutung eines Pfades. Kein Mensch ist jemals ganz und gar er selbst gewesen; jeder strebt dennoch, es zu werden, einer dumpf, einer lichter, jeder wie er kann. Jeder trägt Reste von seiner Geburt, Schleim und Eischalen einer Urwelt, bis zum Ende mit sich hin. Mancher wird niemals Mensch, bleibt Frosch, bleibt Eidechse, bleibt Ameise. Mancher ist oben Mensch und unten Fisch. Aber jeder ist ein Wurf der Natur nach dem Menschen hin. Und allen sind die Herkünfte gemeinsam, die Mütter, wir alle kommen aus demselben Schlunde; aber jeder strebt, ein Versuch und Wurf aus den Tiefen, seinem eigenen Ziele zu. Wir können einander verstehen, aber deuten kann jeder nur sich selbst."
Hermann Hesse
Demian: Die Geschichte von Emil Sinclairs Jugend. 1a. ed. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag (Edição de bolso), 2007. p. 8.
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domingo, 14 de março de 2010
Degraus (Stufen)
Assim como toda flor perde o viço e como toda juventude
Wie jede Blüte welkt und jede Jugend
Dem Alter weicht, blüht jede Lebensstufe,
Blüht jede Weisheit auch und jede Tugend
Zu ihrer Zeit und darf nicht ewig dauern.
Es muß das Herz bei jedem Lebensrufe
Bereit zum Abschied sein und Neubeginne,
Um sich in Tapferkeit und ohne Trauern
In andre, neue Bindungen zu geben.
Und jedem Anfang wohnt ein Zauber inne,
Der uns beschützt und der uns hilft, zu leben.
Wir sollen heiter Raum um Raum durchschreiten,
An keinem wie an einer Heimat hängen,
Der Weltgeist will nicht fesseln uns und engen,
Er will uns Stuf' um Stufe heben, weiten.
Kaum sind wir heimisch einem Lebenskreise
Und traulich eingewohnt, so droht Erschlaffen,
Nur wer bereit zu Aufbruch ist und Reise,
Mag lähmender Gewöhnung sich entraffen.
Es wird vielleicht auch noch die Todesstunde
Uns neuen Räumen jung entgegen senden,
Des Lebens Ruf an uns wird niemals enden...
Wohlan denn, Herz, nimm Abschied und gesunde!
Cede à idade, floresce cada degrau da vida,
Floresce toda sabedoria também e toda virtude
A seu tempo, e não pode durar para sempre.
O coração deve, em cada chamado da vida,
Estar pronto para a despedida e para o recomeço,
Para se dar, na valentia e sem qualquer
Luto, a outras novas ligações.
E em todo começo reside um encanto próprio
Que nos protege e nos ajuda a viver.
Transponhamos serenos espaço a espaço
E a nenhum nos prendamos qual a uma pátria.
O espírito do mundo não quer nos atar nem comprimir,
Ele quer elevar-nos degrau a degrau, alastrar-nos.
Mal nos habituamos a ser íntimos
De um ambiente, ameaça o relaxar-se.
Só quem está pronto para partir e viajar
Poderá eludir o hábito paralisante.
Acaso a hora da morte ainda nos envie
Ao encontro de novos espaços,
Jamais há de cessar o clamor da vida por nós...
Eia, pois, coração, despede-te e convalesce!
Floresce toda sabedoria também e toda virtude
A seu tempo, e não pode durar para sempre.
O coração deve, em cada chamado da vida,
Estar pronto para a despedida e para o recomeço,
Para se dar, na valentia e sem qualquer
Luto, a outras novas ligações.
E em todo começo reside um encanto próprio
Que nos protege e nos ajuda a viver.
Transponhamos serenos espaço a espaço
E a nenhum nos prendamos qual a uma pátria.
O espírito do mundo não quer nos atar nem comprimir,
Ele quer elevar-nos degrau a degrau, alastrar-nos.
Mal nos habituamos a ser íntimos
De um ambiente, ameaça o relaxar-se.
Só quem está pronto para partir e viajar
Poderá eludir o hábito paralisante.
Acaso a hora da morte ainda nos envie
Ao encontro de novos espaços,
Jamais há de cessar o clamor da vida por nós...
Eia, pois, coração, despede-te e convalesce!
Hermann Hesse
Wie jede Blüte welkt und jede Jugend
Dem Alter weicht, blüht jede Lebensstufe,
Blüht jede Weisheit auch und jede Tugend
Zu ihrer Zeit und darf nicht ewig dauern.
Es muß das Herz bei jedem Lebensrufe
Bereit zum Abschied sein und Neubeginne,
Um sich in Tapferkeit und ohne Trauern
In andre, neue Bindungen zu geben.
Und jedem Anfang wohnt ein Zauber inne,
Der uns beschützt und der uns hilft, zu leben.
Wir sollen heiter Raum um Raum durchschreiten,
An keinem wie an einer Heimat hängen,
Der Weltgeist will nicht fesseln uns und engen,
Er will uns Stuf' um Stufe heben, weiten.
Kaum sind wir heimisch einem Lebenskreise
Und traulich eingewohnt, so droht Erschlaffen,
Nur wer bereit zu Aufbruch ist und Reise,
Mag lähmender Gewöhnung sich entraffen.
Es wird vielleicht auch noch die Todesstunde
Uns neuen Räumen jung entgegen senden,
Des Lebens Ruf an uns wird niemals enden...
Wohlan denn, Herz, nimm Abschied und gesunde!
Hermann Hesse
Poema do livro "O Jogo das Contas de Vidro" (Das Glasperlenspiel). Sämtliche Werke. Vol. 10. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 2002. p. 366.
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domingo, 22 de novembro de 2009
O Lobo da Estepe (Der Steppenwolf)
"Ah, é difícil encontrar esse vestígio divino no meio dessa vida que levamos, no meio dessa época tão satisfeita, tão burguesa, tão sem vida, ao se contemplar essa arquitetura, essas lojas, essa política, essa gente! Como eu não haveria de ser um lobo da estepe e um ríspido eremita em meio a um mundo de cujas aspirações eu não compartilho, cujos prazeres nada significam para mim! (...) E o que, porém, me ocorre nos meus escassos momentos de felicidade, o que para mim é deleite, vivência, êxtase e elevação o mundo conhece e busca e ama* quando muito em poemas, na vida acha loucura. E se for o caso de o mundo ter razão, se essa música nos cafés, essas diversões de massa americanas com tão pouca gente contente tiverem razão, então eu não tenho razão, então eu sou louco, então sou realmente o lobo da estepe, tal qual costumava me chamar, o animal perdido em um mundo que lhe é estranho e incompreensível*, onde não mais encontra sua morada, ar, nem alimento."
Hermann Hesse
Hermann Hesse
"Ach, es ist schwer, diese Gottesspur zu finden inmitten dieses Lebens, das wir führen, inmitten dieser so sehr zufriedenen, so sehr bürgerlichen, so sehr geistlosen Zeit, im Anblick dieser Architekturen, dieser Geschäfte, dieser Politik, dieser Menschen! Wie sollte ich nicht ein Steppenwolf und ruppiger Eremit sein inmitten einer Welt, von deren Zielen ich keines teile, von deren Freuden keine zu mir spricht! (...) Und was hingegen mir in meinen seltnen Freudenstunden geschieht, was für mich Wonne, Erlebnis, Ekstase und Erhebung ist, das kennt und sucht und liebt die Welt höchstens in Dichtungen, im Leben findet sie es verrückt. Und in der Tat, wenn die Welt recht hat, wenn diese Musik in den Cafés, diese Massenvergnügungen, diese amerikanischen, mit so wenigem zufriedenen Menschen recht haben, dann habe ich unrecht, dann bin ich verrückt, dann bin ich wirklich der Steppenwolf, den ich mich oft nannte, das in eine ihm fremde und unverständliche Welt verirrte Tier, das seine Heimat, Luft und Nahrung nicht mehr findet."
Hermann Hesse
Do capítulo Harry Hallers Aufzeichnungen (Anotações de Harry Haller). Der Steppenwolf. 11a. ed. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 2005. p. 39-40.
Hermann Hesse
Do capítulo Harry Hallers Aufzeichnungen (Anotações de Harry Haller). Der Steppenwolf. 11a. ed. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 2005. p. 39-40.
"...É obra representativa de uma geração de leitores de Nietzsche, críticos da cultura que se consolidava sob a industrialização e as formas de organização da sociedade de massas no início do século XX. (...) Foi também obra de referência e identificação para os movimentos estudantis dos anos 60, por figurar a individualidade artística inconformada com o sistema. Apesar de uma composição aparentemente caótica da obra, com múltiplas perspectivas narrativas, a inserção de um ensaio e a série de visões na parte final do livro, a crítica identificou aí uma consistente estrutura musical próxima à sonata. O protagonista Harry Haller, o 'lobo da estepe', é um cinqüentão solitário de psique neurótica, em crise existencial. Recolhido ao seu escritório, imagina diálogos com Goethe, ocupa-se de Mozart; à noite, perde-se em bares. Quando, enfim, compreende a complexidade da psique humana, Haller passa a encontrar figuras correspondentes às categorias da psicologia de Jung, como Hermine, a anima que o guia pela vida da cidade e o apresenta ao casal Pablo e Maria."
Sinopse A sonata de Hesse em: Panorama da Literatura Alemã. Cadernos. Revista Entrelivros. n. 8, p. 70.
- Note-se o polissíndeto aqui. "Und was hingegen (...) Ekstase und Erhebung (...) das kennt und sucht und liebt..." ("E o que, porém [...] êxtase e elevação [...] o mundo conhece e busca e ama...") O uso abusivo do conectivo no texto, espaçado no resto do texto e mais próximo nesse trecho, tem valor estilístico. A figura confere cadência à leitura e evidencia o tom de desabafo que o autor quis atribuir à personagem;
- "o animal perdido em um mundo que lhe é estranho e incompreensível": foi necessário reorganizar o período, que no original está com a ordem vertida em um sintagma nominal (Nominalgruppe), no caso uma oração completa intercalada entre o artigo "o" e o sujeito "animal perdido", qualificando-o: "em um mundo que lhe é estranho e incompreensível". Na adaptação da lógica em alemão, que não cabe no português, a última oração, que fazia referência a "animal", e não a "mundo" ("que não encontra sua morada...") também teve de ser alterada para guardar coesão com "mundo" por meio do advérbio de lugar "onde", mantido invariavelmente o sujeito (animal).
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